segunda-feira, 22 de junho de 2009

VALORES INTERNOS E FELICIDADE PESSOAL

Confiar em sinais interiores pode ser o passo mais importante em sua meta de tornar-se um indivíduo mais feliz.
Alguns pesquisadores usam a expressão "centro de controle," para diferenciar pessoas internamente e externamente controladas.
Nos casos em que a vida da pessoa é predominantemente controlada por sinais procedentes de fora, diz-se que ela tem "centro de controle externo".
Estimam os psicólogos, que a maioria dos indivíduos na cultura ocidental, são "externamente controlados".
Mas todos nós temos inteira liberdade de decidir quanto controle queremos exercer sobre nossas vidas e quanto permitiremos que sinais externos nos manobrem.
Por exemplo, se compramos uma roupa pensando na aprovação alheia, estaremos transformando os demais em ditadores da maneira como nos vestimos.
Nos casos em que controles externos determinam coisas mais sérias como, onde morar, maneira de educar os filhos, como viver a vida, os efeitos disso podem resultar em choques devastadores com aqueles sinais interiores que somos obrigados a reprimir.
Pode-se, literalmente, transformar-se em escravo de qualquer manipulador externo que se escolher. E diga-se que não existe esta coisa de escravo bem ajustado.
Por outro lado, procurar equilibrar os sinais internos com os sinais externos, pode resultar em autêntico sentimento de paz, segurança e alegria.
Quanto mais equilibramos os sinais interiores com os exteriores, libertando-nos das pressões impostas pela nossa sociedade externamente controlada, mais estaremos colocando em nossas mãos o controle de nossas vidas.
Será útil lembrar que todos nós temos, todo o tempo, alguns sinais externos e outros internos controlando nossas vidas e que, em algumas circunstâncias, poderemos ser mais externamente do que internamenete controlados, e vice-versa.
O importante é impedir que os sinais externos bloqueiem os impulsos internos em situações que gostaríamos de ser internamente controlados.
Isto é, ser tão independente quanto possível, das opiniões e pressões externas, na tomadas de decisões sobre nossas vidas.
Alguns sinais externos são legítimos e necessários em nossas vidas. Por exemplo, os sinais de trânsito. Ninguém em seu juízo perfeito dirá que "aquele sinal está vermelho
mas em meu sinal interno está verde", e atravessará um cruzamento movimentado para provar que é independente de qualquer controle externo.
Concessões a controles externos legítimos devem ser feitas.
O ponto que é necessário frisar, é que tudo isso deve ser feito, dentro da envoltória definida, pelo senso de finalidade, na vida de cada um.
Para livrar-se da armadilha da "felicidade externamente controlada", a única maneira possível, portanto, é buscar o equilíbrio entre os sinais externos e os sinais internos em cada um.
Alegamos amar e reverenciar a liberdade, mas com frequência excessiva, permitimos que nossa felicidade seja ditada pelos outros, ou pelo sistema.
Como disse Platão "o homem que faz com que tudo que conduz à felicidade dependa de si mesmo, adota o verdadeiro caminho para ser feliz".

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